terça-feira, 8 de maio de 2018

A Cavaleira da Esperança



Publiquei agorinha esse texto no "facebook" e é isso mesmo. Minha candidata é a Manuela e - num segundo plano- a quem ela prestar apoio caso haja segundo turno.
Tava lendo um texto espetacular do Breno Altmann(“ O Queijo e a Ratoeira”) e cheguei a uma pós-conclusão em cima da verdade que ele apresenta na qual o PT e aliados tem que lutar para impor a candidatura Lula. Qualquer tentativa de “plano B” ou discutí-lo é fazer o jogo que a narrativa da direita quer impor.
Partindo da premissa que nunca fui petista e que apenas votei no candidato da esquerda( Dilma e Lula) no segundo turno decisivo, eu tenho meu plano B para superar sem traumas maiores esse golpe que a direita deu na maioria dos eleitores.
Ela tem nome, é Gaúcha, não existe nada que deponha contra ela e comprei sua idéia sem maiores discordâncias( elas sempre existem). Vem na cabeça da chapa de seu partido, já discutindo programas e políticas públicas sem perder tempo. É minha candidata exemplar como foi o caso do Eduardo Jorge. Se ela fosse neta de Luiz Carlos Prestes, garanto que o velho ficaria orgulhoso.
Manuela é a novidade. Não tem rabo preso, é mãe, já teve cargo legislativo em duas esferas e – até o momento – é a única candidata coerente em suas declarações. Perto dela, o resto fica parecendo uma malta de picaretas selvagens, sem ética nem compostura.
Se as lideranças pararem de olhar o próprio umbigo e deixarem de tentar pavimentar a estrada do ego, pensarão um pouquinho e verão que, pelo somatório de possibilidades, ela é a deusa maia que veio dar a praia. Manuela tem que ser a cabeça do aríete para golpear a direita e desmoralizá-la, mostrando que- no voto – ela( direita) nunca mais vai ganhar uma eleição majoritária. MANUELA2018.

domingo, 6 de maio de 2018

Manda Quem Tem o Poder



Este texto saiu publicado hoje na minha timeline do "Facebook". Ele traça o paralelo certo entre Lula e Getúlio, cada um por si vítima dessa elite canalha que detém o poder no Brasil. É ler e pensar que anos de sofrimento nos serão impostos caso não haja uma reação imediata.
“O QUE A PRISÃO DE PRESTES PODE ENSINAR A LULA
Há 82 anos Luis Carlos Prestes, o maior líder popular do Brasil naquela época, apelidado de “Cavaleiro da Esperança” por Jorge Amado, era preso pela polícia política de Getúlio Vargas.
Junto com Prestes também era presa sua esposa Olga Benário. E Olga estava grávida. Mas como Olga era estrangeira, Getúlio decidiu por sua extradição. Mas ela não era qualquer estrangeira, ela era alemã, judia e comunista. Sua extradição era uma sentença de morte...
Os advogados de defesa lutaram por todas as vias para evitar sua extradição, mas no fim o STF negou os pedidos de clemência, ignorou as leis brasileiras e ordenou sua expulsão do país. Olga morreu em uma câmara de gás em um campo de concentração Nazista.
Sua filha, Anita, milagrosamente sobreviveu, pois os tribunais nazistas concederam à criança seu direito de viver com os avós paternos. Sim, os tribunais nazistas foram mais humanos do que os tribunais brasileiros...
Prestes, por sua vez, ficou preso e em isolamento por 9 anos. Seu advogado, o famoso Dr. Sobral Pinto, chegou a apelar ao STF se valendo da Lei de Proteção aos Animais para que Prestes pudesse ter melhores condições na prisão... Tudo em vão. O STF negou todo e qualquer recurso para dar o mínimo de dignidade a Prestes...
Ao longo dos 9 anos de prisão não faltaram manifestações nacionais e internacionais de apoio a Prestes... Tudo mais uma vez em vão... A justiça brasileira ignorou todo e qualquer apelo para ser “mais clemente e humana” ou tão somente “justa”.
Precisou uma Guerra Mundial, a derrota do Nazifascismo e a deposição de Getúlio para que finalmente Prestes fosse anistiado e solto.
E o que podemos aprender com tudo isso? Naquela época a maior ameaça para os donos do poder era Prestes, hoje a maior ameaça é Lula... Não haverá perdão e nenhum alívio para Lula, da mesma forma que não houve para Prestes. Ainda mais se depender do STF...
A condenação de Lula é pra valer e a ideia é que ele morra na cadeia. Já assassinaram sua esposa, Marisa... Agora chegou a vez de Lula. Não importam os movimentos de apoio nacional e internacional.
As elites do Brasil nunca se sentiram envergonhadas de suas barbaridades... Com algumas poucas medidas sócio-econômicas, Lula tirou da miséria 40 milhões de brasileiros, o que vale dizer que esses milhões de indigentes nunca tinham sido motivo de vergonha para aqueles que estavam no poder.
Ser classe dominante no Brasil significa ser, antes de qualquer coisa, cruel e desumano. Não há no seu dicionário a palavra “compatriota” e muito menos “compaixão”.
Cinicamente está é também a classe dominante mais cristã do mundo...
A elite brasileira por muito tempo se sentiu aviltada e injustiçada por Lula e pelo PT no poder. Isso não significa que ela não tenha ganhado dinheiro nessa época. Ganhou muito. Mas ela se sentiu aviltada em ver pobre com mais direitos e seu sentido de injustiça é único e só entende quem vive no Brasil...
Vejamos.
Ser da elite brasileira é achar que algo foi injusto quando as coisas não foram injustas em seu benefício.
E essa “injustiça” será cobrada com grande fúria e de forma impiedosa contra Lula e o PT.
Há muito tempo atrás quando havia o medo (concreto) de uma insurreição comunista no Brasil as elites agiram daquela forma com Prestes... Imagina agora em que não há nem cheiro disso no Brasil...
Ao que parece as lições do passado não foram muito bem aprendidas pela esquerda. A esquerda até que evoluiu no sentido de tentar criar nesse país um Estado Democrático de Direito de verdade... mas a direita não... ela continua a mesma de sempre... Por isso, Lula só sai da cadeia pela força ou para a forca.
Esperar pela compaixão ou pelo bom senso dos tribunais brasileiros é delírio ou inocência. O calvário de Lula só está começando... E caberá ao povo e as lideranças de esquerda decidir se vai cruzar os braços e ver Lula morrer na cadeia por um crime que não cometeu ou vai começar a pensar seriamente em agir de forma mais beligerante.
Alguns dizem que a guerra enfraquece a razão do Homem, mas é importante também reconhecer que a paz enfraquece o seu caráter e o seu espírito, ainda mais quando não lhe faltam razões para lutar.”

sábado, 5 de maio de 2018

Errar duas vezes é Burrice



 Esse texto já tem um certo tempo de escrito. Dei-lhe uma revisada boa e postei ele aqui. A imutabilidade da situação permite a reprodução. Lá vai!

Há mais de cinco anos que observadores e jornalistas conceituados afirmam que o setor de tecnologia e informação da esquerda está desatualizado, obsoleto, redundante e falando difícil. Agora, nessa questão da prisão política de Lula, não conseguiram gerar um discurso coerente e simples, inclusive retransmitindo fake News e fazendo propaganda para o adversário.
Continuam a desacreditar nas redes sociais como instrumento de mobilização, não conseguem se libertar dos releases panfletários e, pela pouca penetração, mostram que escrevem numa língua e o povo lê em outra.
Apesar do contato estreito que tiveram com especialistas em marketing político e pesquisas de opinião, pouco aprenderam ou transferiram informações entre si. Continua haver aquela guerra de egos, umbigos e certezas, que fazem sempre existir um próximo número n+1 mais a esquerda. Acredito que tenha sido uma luta ferrenha reunirem as lideranças naquela foto (ver acima) que está correndo a Internet.  
Mais uma vez estão sendo massacrados via rede, esboçando pouca ou nenhuma reação. O grande exemplo está sendo essa enésima campanha de desconstrução da imagem de Lula feita pelos bolsonaristas e a extrema direita. A reação está sendo pífia.
Ficar se escorando na pesquisa divulgada pelo site “Nocaute”( um dos poucos a reagir ao ataque antidemocrático e pessoal contido nesse ódio) para não reagir a altura é uma atitude de covardia extrema. Por que ficar representando a parte prejudicada no poema “O Analfabeto político” de Brecht?
Os 12% de interessados em política assinalados na pesquisa precisam ser bombardeados na mesma intensidade por igual, na mais perfeita isonomia.
E não é isso o que está acontecendo. A cada minuto, a esquerda se aparenta mais dissolvida que o necessário. O PSOL vai contra seus pares e todos denunciam o PSOL como quinta-coluna da direita. Se a direita tem em Olavo de Carvalho o farol que alumia o caminho de seus verdadeiros crentes, a esquerda tem Rui da Costa Pimenta e suas análises conjunturais marxistas. Não existe um elo de coerência entre os militantes das duas correntes. O que impera é a violência, exagerada pelo preconceito e pelo desprezo a qualquer ética.
Quanto ao amor e o  ódio, eles não estão bem distribuídos entre os antagonistas. A direita lidera na falta de argumentos, nas baixarias e nas ofensas pessoais. Vide a família Bolsonaro e o estrago que a Justiça dos homens vai fazer nela.
Os “virais” antilulopetistas pela Internet há muito tempo partiram para o preconceito e para a ofensa, com a recolocação em circuito de todas as fake News conhecidas, boatos e denúncias gráficas com erros de ortografia crassos , mostrando que não é pelo nível intelectual que o eleitor antilulopetista quer ser conhecido.
Se a esquerda, até o momento, ainda não compreendeu que o golpe foi mobilizado pelo ódio ao pobre, é por que realmente ela não representa e nunca representou aquilo que ela diz representar.
Lula é deficiente físico, instrução básica, curso técnico, torce pelo corínthians- um brasileiro como milhões. Milhões que o detestam por que são iguais ao Lula e detestam esse papel entre os outros lulas que o cercam porque igualdade mata a competição. Os milhões que o detestam queriam ser melhores do que ele. Todos detestam a igualdade na proporção inversa com que endeusam a propriedade privada, a soberba, a ganância- todas três superalimentadoras do preconceito.
Em qualquer coisa em que o preconceito se incorpore, ela será usada para mantê-lo forte e bem disposto. Como acontece nesse momento no Facebook por exemplo. Dê uma pesquisada..............

sexta-feira, 4 de maio de 2018

O Oitavo Pecado Capital



Propriedade Privada. Numa radicalização liberal, ela está associada a liberdade, ao homem se sentir livre para ter poder absoluto sobre algo que lhe pertence.
Ela sempre foi atribuída a um indivíduo. Suas vestes, suas armas, suas jóias, sua arte e até seu espírito era propriedade deste indivíduo em particular.
Filosóficamente falando, ninguém vai dispor desse direito inalienável. O direito a ter alguma coisa. Num modelo essencial, sua lógica de direito também depreende que ter tudo pra si é permitido mas socialmente condenado. O problema são as distorções que ocorrem dentro do grupo, como escravatura de qualquer tipo- incluindo machismo e misoginia- a exclusão e o lucro nocivo do chamado capitalismo selvagem.

Não satisfeitas com o lucro que tem explorando a propriedade privada com o marketing de necessidade e a obsolescência programada, as grandes corporações querem, mediante a proposição de contratos unilaterais e lesivos, ir metamorfoseando a propriedade privada absoluta em posse relativa (o grande exemplo disso é a Microsoft com as 10 edições do Windows). Todo meu primeiro meio século de vida, quando você comprava um produto, ninguém questionava o que você faria com a tua cópia do produto. Você tinha pago por ela e lhe passaram o devido recibo. Transação perfeita e fechada. Pela legislação, você ainda tinha um período de dez anos em direitos de manutenção, como sobressalentes. Hoje, os produtores simplesmente dão ponto final ao produto, no sentido de transformá-lo em descartável. Acho isso uma violência. Onde é que já se viu querer me obrigar a comprar DE NOVO uma coisa que me satisfaz plenamente com ela cumprindo e preenchendo todas as minhas necessidades? A não ser que eu precise. E para me obrigar a tal coisa serão obrigados a mexer contra a legislação e contra o desejo da maioria. Refuto qualquer negação ao meu propósito, com uma pergunta direta: - O que é que você já usou do aplicativo “Word” da Microsoft para teu trabalho diário?

Meu primeiro valisère no quesito propriedade privada foi quando eu comprei meu primeiro disco. Um EP de Cauby Peixoto com a faixa “Melodia do Céu”, que fazia parte da trilha de uma chanchada com Oscarito. Eu tinha 9 anos de idade. E foi esse o ponta pé inicial de uma existência dedicada ao acúmulo. Na literatura não aconteceu “O Apanhador no Campo de Centeio”? Minha realidade foi a de Apanhador de cultura e baratos afins, dentro de um conceito pessoal do que vale e daquilo que não vale a pena ser propriedade privada. Já na minha vida sentimental, a única vez que a propriedade privada se manifestou eu dei com os burros na água, entrando num processo de autodestruição que sempre me deprime quando ele volta a memória. Não sei como eu cheguei até aquele ponto. O ser humano é uma criança peculiar, como aquelas do filme que passa no Telecine toda semana há uns dez anos.
Hoje, idoso, tenho minha casa própria e uma sala de escritório. Se não fosse a sorte e uma herança, estaria ao relento, mas com minhas bugigangas acumuladas guardadas em algum lugar, esperando meu direito inalienável de contemplá-las e manuseá-las ao meu dispor absoluto. Tenho a certeza que isso tudo é coisa do diabo, pai do Raul e meu tio, que me fez gostar de sexo, drogas e rocknroll de uma forma também abusiva, dentro dos limites que meu direito me permite numa convivência democrática com outras ilhas todas flutuantes nesse oceano chamado sociedade. Em 57 anos de acumulância, 3307 discos, não sei quantos livros e outros objetos. De arte, desejo, diretos e indiretos.
Falar em casa própria me faz lembrar a função social da moradia, cuja importância na relação familiar e na autoestima do cidadão é inegável. Minha consciência sempre me fez relegar para segundo plano em minhas conquistas qualquer imóvel para uso especulativo ou de rentismo. Não considero esse tipo de lucro como sendo ético dentro da relação capitalista, já que moradia- na minha visão – é equivalente a saúde, educação, segurança e alimentação. Todos esses itens são básicos para a promoção humana e são essenciais ao cálculo de um índice de desenvolvimento humano(IDH) condizente a um cidadão dito civilizado.

Um marco regulatório da utilização e prática do rentismo imobiliário deveria constar de qualquer política pública que fosse legislar sobre a intervenção necessária a reforma urbana que se faz completamente necessária em países onde esse ramo de capitalismo selvagem coloca em risco toda uma situação interna de convivência social.
Nessa reforma urbana deveria também ser tratado o problema do transporte, indo diretamente contra o status conferido a quem possui um veículo semovente(carro, moto, SUV, etc.)- um dos itens mais desejados como propriedade privada do indivíduo. Com a explosão demográfica continuada e insistente em que vivemos, o veículo próprio passa a ser não tão necessário e apresenta uma série de inconvenientes ao bem estar da população, principalmente na função de agente poluente e da promoção de acidentes com risco de morte ou lesão grave.

A luta pela propriedade privada tem duas escolhas para nós. Nos perfilar a pobreza de direita e lutar pelos direitos das seis famílias que possuem renda igual aos 6% que possuem renda maior que a de 100 milhões de Brasileiros, ou lutar pela tentativa de incluir no direito de consumo os 200 milhões restantes. Eu sempre gostei de lutar por tentativas. Fico em paz com a minha consciência e sinto uma sensação de bem estar social.
Meu bem estar social próprio me satisfaz. Vivo feliz dentro das minhas possibilidades. Sempre considerei carro coisa de rico. Fui motociclista até o primeiro acidente sério. Depois virei cô- piloto de taxista e não tenho o que reclamar. Não tenho gasto de manutenção, a não ser o doméstico. Hoje invisto em tecnologia e tenho uma empresa no setor que não dá lucro mas se mantém impávida colosso há 22 anos. Desenvolvi de moto próprio um sistema gerador de mídia que fornece streaming e conteúdo para uma webradio e um blog.
Sou um ponto completamente fora da curva. Como minhas atrações pelos ativos intangíveis não vão além de produtos culturais e tecnológicos,o vírus da ambição não se manifestou e o executivo brilhante que mamãe esperava deu lugar a um crítico, pacifista daqueles que a pobreza de direita quer ver preso junto com Lula.
Já que estamos falando do nosso ilustre preso político, é sempre bom lembrar que essa história de execução de sentença em segunda instância vai causar uma grande confusão no que tange o dirimir de crimes contra a propriedade e o patrimônio. Como vão ficar defesos os processos de crimes econômicos que suscitem alguma dúvida ou mesmo embargos? Já imaginaram a bagunça que isso irá causar na noção de propriedade privada aceita hoje em dia? Porisso é que eu tenho certeza que essa prisão do Lula não dura muito.

Conheço os dois gumes da propriedade privada. Optei pelo que corta apenas a minha alma. Meus direitos absolutos sobre o que é meu são pessoais e o valor real deles inexiste. A tangibilidade das minhas coisas supera a fantasia do valor que eu agrego a todas elas.
Hoje (27/04) eu li um artigo no valepensar.net no qual Industriais da base do golpe estão insatisfeitos com a desindustrialização e perda do poder de consumo estimulado pela política econômica capitaneada por Henrique Meireles. Segundo depoimento dado ao entrevistador e autor da matéria, Todo o material comprado pela Petrobrás vem do exterior, prejudicando o chão de fábrica e os postos de trabalho nacionais. Os índices são cada vez mais pessimistas.
Quem mora em Belo Horizonte enfrenta problemas de moradia, apesar de 43% dos imóveis existentes para locação estarem fechados. A propriedade privada está perdendo gradativamente o seu rentismo, mais ainda goza do prestígio ilusório de ser um ativo, quando- dependendo das circunstâncias – torna-se um déficit tipo prover casa para amante, usando uma alusão bem machista.
Enquanto o gume pelo qual optei tem fio, o outro é cego e torna aqueles que optaram por ele sem a  mínima visão crítica. Numa questão exclusivamente moral, a fantasia religiosa os penaliza como violações de um código de conduta em direção aos seus conceitos próprios de consciência plena e limpa. Já o lado social permite uma série distinta de compreensões e execuções dos direitos da propriedade privada sem examinar seu lado ético. Para que o conceito de vantagem seja aceito, quase tudo é permitido.
Numa tentativa de regular o conceito de posse e propriedade, o direito começou a privilegiar em questões discussivas o que seriam crimes contra a propriedade e suas derivações como contratos, obrigações, cessões, sucessões e heranças. As discussões e conflitos envolvendo honra e injúria grave vieram a posteriori, junto com a questão puramente moral e ética da escravidão, da mais-valia e do lucro. Tudo isso deverá voltar a ser discutido num futuro bem mais próximo do que se imagina, já que um novo ordenamento jurídico( execução e prisão em segunda instância) irão formar novas correntes de entendimento e novos fluxos processuais serão necessários.  
Engels já tratou do assunto em “Origens da Família, da Propriedade e do Estado”, mas no nosso caso específico, a família é posterior, já que o indivíduo adquire bens pessoais de regime privado bem antes da noção de família- que só é conhecida após a plenitude sexual e o instinto de procriação manifesto.
Partindo da premissa que a propriedade privada é tão inalienável como declaração universal dos direitos do homem, a democracia do futuro vai ser a coexistência entre a inclusão obrigatória para um aumento de IDH com uma noção regulamentada sobre o excesso no exercício do direito de propriedade.
Uma solução já existente seria o “Programa de Renda Mínima”, de autoria do Senador Eduardo Matarazzo Suplicy, acoplado a políticas públicas de saúde e educação estilo Cubano, mantidas pelo Estado. O custo seria alto, mas o benefício organizacional junto a população seria altamente positivo. Com a inclusão sanitário- educacional em curso, certas reformas econômicas seriam necessárias como a taxação da indústria religiosa.
Para implementação de políticas e novas legislações, temos a obrigação de eleger um congresso nosso, com maioria referente a adoção dessas reformas mediante a apresentação de PLs, em todas as esferas. Sem isso, sofreremos sempre golpes e mais golpes inesperados.

nota: esse texto vai sofrer acréscimos.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Realidade


O Provocador Não tem FaceNão Tem CorNão tem NomePode ter fome de Vampiro
Se saciar com meu sanguee me fazer indigente/ sem identificaçãoNuma explosão Dissimulado/ escorregadionão te olha de frenteolhar arrediosem medo na máculasem sentimento no que a retina retémcomo um corpo estranho e vadio O Provocador?Um certo alguémque mora na rua do Lavradio- No prédio daquele senhor....!-Quem me disse?O Zelador.......!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O dia em que Noblat engoliu em seco

 
Publico a carta aberta de Carlos Moura (aposentado, fotógrafo, redator de jornal de interior, sócio de uma pequena editora de livros clássicos e coordenador da Ação da Cidadania em Além Paraíba-MG) para o jornalista de “O Globo” Ricardo Noblat.
 
=== Noblat Quem é você para decidir pelo Brasil (e pela História) quem é grande ou quem deixa de ser? Quem lhe deu a procuração? O Globo? A Veja? O Estadão? A Folha?

Apresento-me: sou um brasileiro. Não sou do PT, nunca fui. Isso ajuda, porque do contrário você me desclassificaria, jogando-me na lata de lixo como uma bolinha de papel. Sou de sua geração.
Nossa diferença é que minha educação formal foi pífia, a sua acadêmica. Não pude sequer estudar num dos melhores colégios secundários que o Brasil tinha na época (o Colégio de Cataguases, MG, onde eu morava) porque era só para ricos.
Nas cidades pequenas, no início dos sessenta, sequer existiam colégios públicos. Frequentar uma universidade, como a Católica de Pernambuco em que você se formou, nem utopia era, era um delírio.
Informo só para deixar claro que entre nós existe uma pedra no meio do caminho. Minha origem é tipicamente “brasileira”, da gente cabralina que nasceu falando empedrado. A sua não.
Isto não nos torna piores ou melhores do que ninguém, só nos faz diferentes. A mesma diferença que tem Luis Inácio em relação ao patriciado de anel, abotoadura e mestrado. Patronato que tomou conta da loja desde a época imperial.
O que você e uma vasta geração de serviçais jornalísticos passaram oito anos sem sequer tentar entender é que Lula não pertence à ortodoxia política. Foi o mesmo erro que a esquerda cometeu quando ele apareceu como líder sindical.
Vamos dizer que esta equipe furiosa, sustentada por quatro famílias que formam o oligopólio da informação no eixo Rio-S.Paulo – uma delas, a do Globo, controlando também a maior rede de TV do país – não esteja movida pelo rancor. Coisa natural quando um feudo começa a dividir com o resto da nação as malas repletas de cédulas alopradas que a União lhe entrega em forma de publicidade. Daí a ira natural, pois aqui em Minas se diz que homem só briga por duas coisas: barra de saia ou barra de ouro.
O que me espanta é que, movidos pela repulsa, tenham deixado de perceber que o brasileiro não é dançarino de valsa, é passista de samba. O patuá que vocês querem enfiar em Lula é o do negrinho do pastoreio, obrigado a abaixar a cabeça quando ameaçado pelo relho. O sotaque que vocês gostam é o nhém-nhém-nhém grã-fino de FHC, o da simulação, da dissimulação, da bata paramentada por láureas universitárias. Não importa se o conteúdo é grosseiro, inoportuno ou hipócrita (“esqueçam o que eu escrevi”, “ tenho um pé na senzala” “o resultado foi um trabalho de Deus”). O que vale é a forma, o estilo envernizado.
As pessoas com quem converso não falam assim – falam como Lula. Elas também xingam quando são injustiçadas. Elas gritam quando não são ouvidas, esperneiam quando querem lhe tapar a boca. A uma imprensa desacostumada ao direito de resposta e viciada em montar manchetes falsas e armações ilimitadas (seu jornal chegou ao ponto de, há poucos dias, “manchetar” a “queda” de Dilma nas pesquisas, quando ela saiu do primeiro turno com 47% e já entrou no segundo com 53 ) ficou impossível falar com candura.
Ao operário no poder vocês exigem a “liturgia” do cargo. Ao togado basta o cinismo. Se houve erro nas falas de Lula isto não o faz menor, como você disse, imitando o Aécio. Gritos apaixonados durante uma disputa sórdida não diminuem a importância histórica de um governo que fez a maior revolução social de nossa História. E ainda querem que, no final de mandato, o presidente aguente calado a campanha eleitoral mais baixa, desqualificada e mesquinha desde que Collor levou a ex-mulher de Lula à TV.
Sordidez que foi iniciada por um vendaval apócrifo de ultrajes contra Dilma na internet, seguida das subterrâneas ações de Índio da Costa junto a igrejas e da covarde declaração de Monica Serra sobre a “matança de criancinhas”, enfiando o manto de Herodes em Dilma. Esse cambapé de uma candidata a primeira dama – que teve o desplante de viajar ao seu país paramentada de beata de procissão, carregando uma réplica da padroeira só para explorar o drama dos mineiros chilenos no horário eleitoral – passou em branco nos editoriais. Ela é “acadêmica”. A esta senhora e ao seu marido você deveria também exigir “caráter, nobreza de ânimo, sentimento, generosidade”.
Você não vai “decidir” que Lula ficou menor, não. A História não está sendo mais escrita só por essa súcia de jornais e televisões à qual você pertence. Há centenas de pessoas que, de graça, sem soldos de marinhos, mesquitas, frias ou civitas, estão mostrando ao país o outro lado, a face oculta da lua. Se não houvesse a democracia da internet vocês continuariam ladrando sozinhos nas terras brasileiras, segurando nas rédeas o medo e o silêncio dos carneiros.
 
Carlos Torres Moura
 
Além Paraíba-MG

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Ela, Sempre Ela...................

O que dizer da nossa mídia golpista? Ela deve ou não deve continuar sem contrôle externo? Ela pratica continuadamente crimes eleitorais desde os anos 80( vide Proconsult) e nunca foi levada a barra dos tribunais eleitorais uma vez sequer. Pratica crimes contra a economia popular desde a época em que o governo Sarney se recusou a aplicar a lei delegada número quatro contra o agronegócio e os empresários, apoiado por ela. Mais tarde, alguns baús de infelicidade, pequenos negócios e grandes rombos, além de previsões venais acabaram desandando no encerramento da Bolsa de Valores do RJ coma famosa operação D+Zero orquestrada por Naji Nahas, Elminho Camões e o então vice-presidente das Organizações Globo, Miguel Pires Gonçalves, filho do bem conceituado Ministro Leônidas Pires Gonçalves- um dos pilares da redemocratização do país- Tutti Buona Gente e piada histórica de mau gosto.
Mr Nahas continua a apitar e a tocar tamborim, ao lado de José Serra e outros PSDBistas de renome. A última vez que apareceu na mídia foi pela revelação de que ele pagava uma mesada de cem mil dólares ao falecido Celso Pita. Fora isso, continua a se fingir de morto sob o escudo de uma mídia que esconde sua realidade decadente ante as novas tecnologias.
Falando em Novas tecnologias, porque será que o Estadão inventou a matéria da "Concessão ùnica em Convergência". Será que a propriedade cruzada incomoda tanto assim aos Mesquita? Ou pela matéria, a mídia golpista tenta medir forças com o status quo? O affair Tunisia/Mubarak está levando todos a repensar tudo e qualquer discurso. O Irã continua a dar as cartas. E agora com bem mais legitimidade que antes.
Você sabia que o Egito era uma ditadura, apoiada por Um Bilhão e meio de Dólares mensais, que reprimem qualquer manifestação popular contra o regime? Outra corrente? Existem várias e o fundamentalismo Islâmico tem tantos seguidores quanto o catolicismo copta. E a Tunísia? Você sabia de tudo isso? Se não sabia, é bom que você tenha ciência de que cada veículo possui uma editoria de Internacional que, em teoria, seria utilizada na sua informação. Só que foi usada deformando tua opinião para que você se alinhasse ao consenso de Washington e achasse que FHC era a ponta de lança da revolução que mudaria o país. E, com o apoio da mídia golpista, mudou sim. Mudou para pior. Só não chegamos a uma total vassalagem poeque alguém acordou. Estamos Salvos? Nada disso. A mídia está ai, os bancos e josé Serra também. Vem aí um programa do psdb estrelado por FHC em pessoa. Vamos ver o que ele vai falar a respeito do dia de hoje num país que nunca lhe deu aprovação como governante. Garanto que as editorias de política estarão mobilizadas para repercutir as declarações do príncipe até em banheiro de Sauna Gay. Coisas dela........sempre dela...............